Robson Locutor / Dep. Comercial/ Produção de Audio
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Rodovias da região têm 18 pontos de exploração sexual
Um levantamento realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta que a região tem 18 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais que cortam a região. Nove deles estão em Ponta Grossa, cinco em Prudentópolis, dois em Tibagi, um em Ortigueira e outro em Imbaú. A elaboração do documento tem apoio da Childhood Brasil e é conduzida pela PRF, com participação da Secretaria dos Direitos Humanos (SDH) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Dos 18 pontos vulneráveis em rodovias federais que cortam a região, sete são considerados pontos críticos, oito de alto risco e três de médio risco. A PRF considera como pontos vulneráveis ambientes ou estabelecimentos em que os agentes da polícia encontram características como falta de iluminação, presença de adultos se prostituindo, falta de vigilância privada, aglomeração de veículos em trânsito e consumo de bebida alcoólica. Entre os pontos vulneráveis, há aqueles onde já foram confirmados os casos de exploração sexual de menores e aqueles em que há indícios ou denúncias.
O levantamento aponta que os nove pontos vulneráveis em Ponta Grossa estão na área urbana. Já em Prudentópólis, apenas um deles – na BR 277, Km 298 – está na rural e o restante na área urbana. Em Imbáu, o ponto vulnerável fica no quilômetro 383,1, da BR-376, na área rural. Em Ortigueira, o ponto vulnerável fica no quilômetro 350,5, da BR-376, na área urbana. Em Tibagi, na BR-376, foram identificados dois pontos vulneráveis, sendo um no quilômetro 435 (área rural) e outro no 411 (área urbana).
Segundo o Inspetor Chefe da 3ª Delegacia da PRF, Haroldo Luis Rauch Junior, o levantamento dos pontos de maior vulnerabilidade de exploração sexual infantil é importante para que os trabalhos da PRF sejam intensificados nestes locais em conjunto com o núcleo de inteligência e com os Conselhos Tutelares. Há ainda outras ações executadas pela PRF em empresas de transportes, por exemplo. “São proferidas palestras em algumas empresas e os motoristas são alertados sobre o assunto e quais são as punições”, diz.
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